O PAPEL E O POETA | | Agamenon Troyan |
| Não quero mais ser um coadjuvante, Para ser lembrado apenas por um lapso. Estou farto de pensamentos disfarçados em abstrato Ziguezagueando por entre linhas de raciocínio.
Quem é o criador? O poeta que se torna escravo de suas musas, Ou o papel que as alforria silenciosamente? Perguntas sem respostas, Cuja desculpa se encontra No último parágrafo.
Cansei de ser o fardo de uma pena E depósito de frustrações. Quero libertar-me desse jugo E prender-me em minhas próprias idéias Ser o personagem da minha própria pessoa.
Quero atuar em meu próprio mundo Ser a minha gramática, Sem uma sentença que me condene.
Quero descobrir o meu verdadeiro papel Poder enxergar a mim mesmo Não sobre uma escrivaninha fria e empoeirada Cujo tempo a esqueceu no esquecimento,
Mas sim em cada alma ... Em cada poesia. | |
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